27 de dezembro de 2008
28 de outubro de 2008

Em vida não consta nada...além da morte
Olhos cerrados ou abertos, não importa
Prelúdio de um dia - Não nos defendemos, deixemos
A violência riscar nossos corpos sem ação
Lisos caídos, para que rugas sejam testemunhas...
Do ato heróico do ser atingido por flâmulas machucadas
O outro quem se importa
SOMOS TODOS OUTROS
Marlene 28/10/08
29 de setembro de 2008
Leve momento onde as glândulas exalaram uma substância que por um fio de segundo me contentaram
9 de agosto de 2008
3 de agosto de 2008
O Homem Lúcido*
Foto: Marlene Kuhnen19 de maio de 2008
( )
Perdi o trilho e o trem anda diferente, veloz
Chorei escondido, enruguei
Plantei flores, morreram
Até o céu pousa diferente...
Suportei, bati a cabeça na ...
Ando com febre, 380
Vejo luzes, nãovejopessoas
Os dentes amarelos
Cabelos pelo chão
Gorduras depositadas no corpo
Os olhos que cegam, cegam
Não me anuncio no dorso do elefante
Voudormir
Marlene 19/05/08
16 de maio de 2008
Fragmentos

............................................Espalhados e inalcançáveis
..........................................................................................Cansáveis
Grito oco, ouvido por dentro
.................................................Olvido
...........................................................Zunido
Barulho que atormenta a mente
.......................................................Mente quem diz
..................................................................................Diálogo
Inacabado eterno estado
..........................................Demência
..........................................................Pula corda e acorda do grito feito raio ..........................................................................................partido
Estardalhaço
......................Aço
............................Brilho fosco da espada empalada na garganta
Percorre o ânus
...........................Interior escatológico da criação
Criatura inacabada ...
.....................................
Marlene 15/05/08
1 de maio de 2008
A Barca-abarca
Foto: Isaurinha BrissosEra o final, o mês se ia e eu ali, observando os lados, as linhas, cada sol que nascia nas noites que davam lugar ao dia.
Pisei meu caminho novamente, olhei e contemplei o céu, lembrei que era o que me fascinava. Era Outono, pois final de Abril. Tive um pensamento de justiça, logo corrompido pela minha neurose febril, adaptada pelo sistema. Eu, já contaminada desses longos momentos que duram alguns séculos rabiscava algumas palavras, letras negras em longas folhas.
Meu corpo não correspondia ao que sentia, agia, a culpa vinha, exatamente como fora planejado por não sei quem, mas foi. Homens BRAVOS tiveram sonhos, escreveram coisas, contagiou a legião de outros tantos que tinham desejos misturados e ansiavam por dias melhores, dias de sol...dias que pudessem contemplar a lua sem a culpa de fazê-lo Por dar lugar ao ócio, por querer somente ser dono de mente e corpo...
O outono passou e um novo veio -já se anunciando velho, foi o tempo que correu no caminho de lindas lilases pelo espelho. Reflexos dos plexos batiam direto no canto esquerdo de um peito, TUM, , TUM, luzes tão minúsculas ... Apagaram-se na única forma. Energia.
Células mortas, - pendiam no pó...
Marlene –hoje)
Obs. O espírito do som(sol)...,avança para o mar, tá na crista da onda,... espera a onda chegar e ainda brinca na espuma(lindo) – Cássia Eller (não sei se realmente é dela), mas capitu me espera...
19 de abril de 2008
A Corda do Violão
Foto: MariahPrata incendiando a luz do cais
Que em noites franzinas escutava
O eco de gritos sangrentos...
Era pelo mar, pelo mar
invadiam calçadas disformes
E mandavam informes, vestidos em seus uniformes sem cor
Em punho, lanças brilhavam ofuscando
A luz que dormia em silêncio a guardar
A sorte dos olhares arregalados e distraídos
Eram corpos espalhados
Eram vampiros que de súbito vinham sugar meu ar,
Acordava em cóleras
A janela - corria a olhar para ver a cor do mar...
Lilás?
nem o fogo brilhava nas ondas
ofuscado
pelo sabor da dor
O parto, estava no início
Gemidos quase imperceptíveis
Latente, batia, batia...
Uma mão pousou em minha janela
Sem dedos seus anéis brilhavam
Para ninguém mais, ninguém
Não havia...
Sorrisos mordidos
Piscavam das bocas
Sem voz
Engolia seca a fumaça
Sem gosto, sem manto
De repente, as calçadas vazias
- e o ar
No sangue daquela espada
Prateava as curvas da água do mar;
Marlene 18/04/08
17 de abril de 2008
Faces
11 de abril de 2008
Filmes Gozosos...
Foto: Alba LunaOs cheiros ainda estavam lá. Sutis, incenso do México, cheiros de aromas sexuais, de comida, garfo e faca na mão ele comeu os dois, ela e a comida...
As falas, e sussurros, são quentes, apertam a nuca, retalham cabelos e corações, tem nicotina no ar...
São os dias, os sons, os tempos, passou rápido, hipnótico, sexta - sábado & domingo, atenuando o frio e a chuva com a cachaça, juntos - dentro, com apertos, com beijos travados de longo e língua...
Assim foi, ao amanhecer no domingo tudo volta, pleno de uma andança completa, de dias chuvosos, mais uma andança para os transportes, para lugares longes demais, lugares onde só a poesia alcança...
07.04.2008-Everaldo Ygor
3 de abril de 2008
A pálida

No café-da-manhã, minhas certezas servem-se de dúvidas.E têm dias em que me sinto estrangeiro em Montevidéu (São Paulo) e em qualquer outra parte. Nesses dias, dias sem sol, noites sem lua, nenhum lugar é o meu lugar e não consigo me reconhecer em nada, em ninguém. As palavras não se parecem àquilo que dão nome, e não se parecem nem mesmo ao seu próprio som. Então não estou onde estou. Deixo meu corpo e saio, para longe, para lugar nenhum, e não quero estar com ninguém, nem mesmo comigo, e não tenho, nem quero ter, nome algum: então perco a vontade de me chamar ou de ser chamado.
Eduardo Galeano
Pego emprestado,e com uma certa inveja, as palavras de Galeano, que soube tão bem expressar sentimentos invadidos, em mim...
31 de março de 2008
28 de março de 2008
Para o dia do CIRCO
Pular!
Gritar!
Brincar!
Criançar!
Palhaçar!
Vale a lágrima a escorrer
enfeitando um riso, sorriso, gargalho
escondido
Vale o riso, limpo a desaguar
A lágrima do riso
HA ,HA, HA,HÁ------
Dança o circo
Dança!
Brinca de criança
Faz roda, faz careta
Pula corda, cospe fogo
Engole espada
Faz malabarismos, contorcionismos!
Vai, viva vida...Acrobata
Marlene – 27/03/08

23 de março de 2008
Foto: Cyril berthault-jaquierEstas são minhas letras, porcarias!
Não tenho enfeites
Em um sonho me foi revelado:
Andei passos apertados, dormi em cama
De mentiras
Amargurei culpa, de mentiras
Como olhar no olho, no fundo do olho
E enganar-me, mentira?
Sim Senhores, escrevo porcarias
Sou um mostro, que agora não abro a janela
Espio o mundo pela fresta
Pois o mundo me teme
Sim Senhores, escrevo porcarias...
Não tenho sentimentos, não tenho nada
Só o engano
De um tempo feliz...
Escrevo porcaria
Aos anônimos, que se escondem
O Mar vai se espalhar na rua central
Em meio a multidões
Assim não só escrevo porcaria
Faço porcaria...
Lua, lua...lua
Cheia, grande a enfeitar o céu
Grande...
Tem aros coloridos ao redor
São braços “embraçados”
Mudando
O tato
Tem luz, brilha
Abre o céu com uma veracidade – alaga as nuvens escuras –
Tem azul, tem laranja
Mudou o desenho do ar
Tem vento a bailar
Nas árvores, voam tão leves
Em braços encarnados verdes!
Tem o negro, que da à luz
Mais vida
Ilumina mesmo no cinza
Contorna tão perfeito
Oh, lua
Enfeitiça os largos braços
Que batem tão
Perto do pulso
De ar que alagam
As sombras claras da noite
Marlene - Foto: Marlene Kuhnen
21/03/08
21 de março de 2008
18 de março de 2008
13 de março de 2008
Poetar
Me meto a ser poeta neste dia (e em outros também)
A comemorar a poesia
Uso palavras jocosas, simples, invento!
Danço em linhas a imitar o som de meus sentidos
Sentir palavras dançadas, leves, pesadas
Como o celo a se impor ...grave
Ou a agudez para tornar macio o som (será que torna?)
Não busco palavras difíceis
Complicadas na pronúncia, travadas na dança
Busco um eu a mostrar-me
Como ser poeta? Violar, sorrir, chorar!
Usar linhas e traduzir
Usar linhas e esconder
Retalhar, poetar, gozosos, inventar...
Bailar nas linhas que completam
As minhas linhas.
Beijo na poesia
Marlene
13/03/08 - Para o Dia da Poesia
11 de março de 2008
Diurnos e Noturnos

Não sei se escurece ou amanhece...
Não sei...
Rosa, lilás, azul,
Qual cor revelará as horas?
Qual cor cairá com a luz
Iluminar o dia feito sol?
Rosa, das meninas de saia curta?
Branco, piscando tão longe no céu?
Prata, um rio a dar vida transparente
Asas de borboleta que voam
Nem sei se é sol ou se é lua
Piscam a brincar, um astro ao outro
Confundem meus olhos, de que cor?
De que cor apresento meus olhos?
Pisco a brilhar ...
Nem sei se é dia ou noite
Marlene
18/11/07
Foto: Marlene I. Kuhnen
8 de março de 2008
Garoto Cósmico
Para ousar no dia das mulheres, fui ao cinema assistir um desenho animado BRASILEIRO, muito colorido e divertido.Vale a pena, é claro, para os que querem ousar...

"A trama narra a história de três crianças que vivem num sistema solar controlado por regras extremamente rígidas, o Mundo da Programação. Sem conhecer nada além de sua rotina maçante (mostrada numa ótima seqüência musicada por Gustavo Kurlat e cantada por Arnaldo Antunes), os três fazem o que lhes é exigido: estudar, comer, dormir e estudar mais. Ansiando por uma mudança de ares - eles querem ser os primeiros da classe a irem para o "Planeta das Crianças Adultas", de onde passarão futuramente ao dos "Adultos Complexos" - o trio resolve esgueirar-se pelos túneis que ligam seu dormitório à escola para estudar mais. No caminho, porém, acabam num espaçoporto e são lançados numa aventura intergaláctica. Em suas viagens conhecem o fantástico Circo Giramundo e suas atrações - mas em seu encalço está o herói de seu sistema, alguém que eles admiram e que fará com que eles reconsiderem seus destinos".
7 de março de 2008
2 de março de 2008

Lápis no olho, boca brilhando...Cabelos presos (penteados desta vez)
Andei ruas centrais, observei travestis, lindas mulheres
Bebi boas cervejas, olhei em bares...
Lembrei passados distantes e tão próximos
Como se a vida me cobrisse de belas lembranças, só as belas
Luzes acessas, ruas escuras...
Retornei...
Um coração de papel rasgado ao chão
Baseado no quarto
Fiz sexo com minhas mãos
Umedeci a carne
Não sei quem é você
Não encontrei
Que tanto me espera, que tanto te espero
Marlene Kuhnen em 22/12/2007
29 de fevereiro de 2008
Dignificada
Cuentan al sur, es la voz del silencio
En este armario hay un gato encerrado
Porque una mujer, defendió su derecho
De la montaña se escucha la voz de un rayo
Es el relámpago claro de la verdad
En esta vida santa que nadie perdona nada
Pero si una mujer, pero si una mujer
Pelea por su dignidad
Ay morena, morenita mía,
No te olvidaré
Te seguí los pasos niña
Hasta llegar a la montaña
Y seguí la ruta de Dios
Que las ánimas acompañan
Lila Downs
28 de fevereiro de 2008
Mãos

Só; no quarto, enfeitando meus pensamentos de sexo ardoroso, de sexo amoroso, não, só de sexo...pois o desejo agora é sexo. As coxas já roçam em si, o clitóris intumescido e umedecido, espera caliente algo a lhe tocar...Hum, mãos que vem e vão, leves e desesperadas sob o comando das narinas que palpitam agora junto ao coração...Batimentos, bati-mentos...
Um momento a percorrer o céu, lampejos diurnos, músculos contraídos e traídos...
Voltei, a chuva passou, o corpo mole e feliz, agradecido pela hóstia embebida dos choques do desejo.
A cabeça pende, um leve rosado na face, um cigarro a fumaça, agora é ela que desenha seus anseios no ar...
Marlene
24/02/08
24 de fevereiro de 2008
Letras ou Sardinhas?

Meus gritos de loucura
Tivessem sido ouvidos
E pelas ruas gritar
Freneticamente/bebadamente
Poemas desconexos
Na linguagem torta de minhas leituras
Meu cego apreço pela vida(!)
Com risco de batom na boca
Vomitei cânticos inacabados
E piorados pelas minhas letras
De papeis amargos
Nem boas nem belas
Mas minhas letras
Escondidas...
Da divisão de meu cérebro esquerdo e direito
Difuso, confuso
Qual parte de meu corpo
Corresponde a tal divisão?
O que importa?
São letras mal escritas...
Talvez...se abrir uma lata de sardinha acompanhada
De um belo copo de cachaça barata
Poderei dormir remexendo na cama
Acreditando ser ela a remexer
Quem dera dantes
Fosse pura o suficiente para ter as letras
Vomitadas com odor e sabor de sardinhas com pinga...
Marlene
23/02/08
22 de fevereiro de 2008
14 de fevereiro de 2008
11 de fevereiro de 2008

Foto: Raphael o pensativo
O ato de escrever confunde-se com o ato de bordar retalhos...
Com uma eterna linha de chuva, que vai e vem no compasso
Sintomático do invisível...desmancha-se em algum lugar
É Como cravar o bordado na leve folha branca, para colorí-la
Em sentidos de vida vertical/horizontal...
Este ato, que tão bem ensaiado trás versos diversos em forma de pano
Que aos poucos vai se transformando na forma
Inevitável que dou, não grudo o meu retalho
Costuro com linhas de chuva
Não penso o meu retalho, o transbordo com minhas linhas de chuva
O pano, que branco já se fazia ficou com as linhas
Escritas de meu bordado...
E agora aquele que aqui observa a obra concluída
Não vê as linhas de chuva
Apenas os retalhos
Marlene 10/02/2008
10 de fevereiro de 2008
Sábado, 9 de fevereiro de 2008.
Foto: Cláudia Kuhnen
Mais um ano que começa(clichê). Acabei de retornar de uma viagem de anos de espera, de sonho concretizado, o que me faz perceber, que sonhos são possíveis. México, por lá estive, por lá andei em 10 Estados, belos, coloridos e com história. Povo sofrido, bem próximo ao nosso, situação de miséria e riqueza, posta lado a lado, pessoas que teimam em sobreviver, em lutar por seus sonhos, em resistir ao roubo que dura séculos; de sua cultura, terra, dignidade.
Construções pré-colombianas e hispânicas, tentando obstruir parte da história, tentando negar a verdadeira civilização, impondo uma cultura fria e branca...Ah, povo que resistiu; 1821 1910... 2008. Histórias de revolução, de sangue quente, de belas bebidas e alucinações, de bruxos e anjos...
Construções perfeitas e mágicas. Homens que lutam da floresta, cidades montanhosas. Perfeita geografia de um lugar único. Mares azuis, muralhas em seu entorno...danças, palavras cantadas e sorrisos abertos...
Belo sonho realizado...
Marlene
14 de janeiro de 2008
CHIAPAS
Obs. Nao consigo postar a foto...
12 de janeiro de 2008
11 de janeiro de 2008
Para mi viajen
Tomar bueno y
Amar fuerte
Y manda volar a la muerte...
Para todo lo mal
mescal
Para todo lo bien
Tambien
Dito Mexicano
















