3 de agosto de 2009

Dormiremos agora
Num grande e profundo sono
Nem as luzes automobilísticas em tal velocidade irão nos acordar
Dormiremos
Nem o ar poluído vibrando freneticamente em nossas narinas
Dormiremos

Minha alma anda nua pelas ruas

Dormiremos
Os corpos estendidos a descansar
Calçadas impuras e fétidas
Dormiremos

Minha alma anda nua pelas ruas

Dormiremos ontem
Apodrecidos do cansaço dialógico de palavras que zumbem no ar
Dormiremos
Tão longos em corpos frios
Perfeitamente esticados
Dormiremos, desmanchados

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